"Reproduzca esta información, hágala circular por los medios a su alcance: a mano, a máquina, a mimeógrafo, oralmente.- Mande copias a sus amigos: nueve de cada diez las estarán esperando. Millones quieren ser informados. El terror se basa en la incomunicación. Rompa el aislamiento. Vuelva a sentir la satisfacción moral de un acto de libertad. Derrote el terror. Haga circular esta información”.- Rodolfo Walsh, ANCLA (Agencia de Noticias Clandestina), 1976

viernes 24 de julio de 2009

Honduras e gripe suína 'tomam lugar' do comércio em Cúpula do Mercosul


BBC Brasil
Fabrícia Peixoto Enviada especial da BBC Brasil a Assunção
(foto A.L.I.A.)
Sem perspectivas de grandes avanços na área comercial, os países do Mercosul terão outras prioridades na 37ª cúpula de presidentes, que acontece nesta sexta-feira, em Assunção, Paraguai. Temas como a gripe suína e a situação política de Honduras estão no topo da agenda.

Na avaliação de um representante brasileiro que participou de reuniões preparatórias, o fato de o comércio ter ficado de lado é reflexo “de um período de crise existencial” entre os países-membros.

'Os últimos meses foram marcados por tentativas protecionistas entre os países do bloco e pela falta de consenso sobre questões importantes, como a discussão a respeito do fim da cobrança dupla da Tarifa Externa Comum (TEC)”, diz a fonte.

Diante de divergências na relação comercial, caberá ao bloco anunciar medidas mais significativas em outras áreas – sobretudo em relação à gripe suína.

“Esse, sim, é um assunto em que há consenso”, disse uma fonte da diplomacia paraguaia.

Outro tema de fácil entendimento entre os países do Mercosul diz respeito à crise política em Honduras.

Os quatro líderes do bloco devem discutir formas de contribuir para um acordo entre o presidente deposto, Manuel Zelaya, e seu atual substituto, Roberto Micheletti.

Gripe suína

Uma das preocupações dos países do Mercosul é reforçar o controle sanitário nas fronteiras para evitar a dispersão do vírus da nova gripe.

Os presidentes do bloco pretendem discutir, ainda, critérios comuns para a administração da vacina contra a gripe suína, que deve estar disponível no ano que vem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fará recomendações sobre que grupos deverão ser vacinados em uma primeira fase, mas os países já se prepararam para um cenário de poucas vacinas.

Honduras

Apesar de não constar oficialmente na agenda da Cúpula, a situação política de Honduras também deve ser um dos principais temas em Assunção.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, adiantou que os países devem divulgar um comunicado de apoio ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Comércio

Na avaliação de uma fonte do governo brasileiro, o mandato paraguaio na Presidência do bloco, que termina nesta sexta-feira, foi marcado por uma “paralisia” nas negociações comerciais dentro do Mercosul.

“Essa última Presidência do Paraguai não vai deixar saudades”, disse a fonte.

Havia a expectativa de que os países chegassem a um acordo sobre o fim da cobrança múltipla da Tarifa Externa Comum (TEC). Os líderes chegaram bem próximo de um acordo na última cúpula, em dezembro, mas o Paraguai vetou a proposta final.

A cobrança múltipla (ou dupla) da TEC é apontada por especialistas como um dos principais entraves ao fortalecimento do Mercosul. Produtos que chegam de outros países pagam a tarifa mais de uma vez, na medida em que circulam pelos países do Mercosul.

A crise econômica mundial também afetou as relações entre os países do bloco. Desde janeiro, a Argentina vem tentando proteger sua produção local, aumentando as barreiras comerciais em alguns setores, como o têxtil.

Dentro do governo brasileiro, é forte a pressão – sobretudo do Ministério da Fazenda – para que algumas medidas de retaliação sejam tomadas. Mas o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme um desgaste político com os países da região.

Exportações

A Cúpula de presidentes do Mercosul acontece em um momento em que as exportações brasileiras para os países do bloco têm caído de maneira acentuada.

As exportações brasileiras vêm caindo de uma forma geral desde o agravamento da crise financeira, mas a situação é ainda pior com os parceiros do Mercosul.

De janeiro a junho de 2009, as vendas totais para o exterior caíram 22% em comparação ao mesmo período do ano passado. Para o Mercosul, a queda foi de 40%.

Uma forma ainda viável de revitalizar o Mercosul, na avaliação do governo brasileiro, é estimular o comércio do bloco com outros países – assunto que será discutido em Assunção.

Entre os acordos comerciais mais avançados estão aqueles com Israel e Turquia.

Um dos objetivos durante a cúpula é aprofundar os acordos com África do Sul e Índia, considerados de alto potencial para os países do Mercosul, mas que ainda são “limitados”, na avaliação de uma fonte do governo brasileiro."

Argentina advierte sobre maniobras para legalizar asonada en Honduras

Noticias de Prensa Latina
(foto - A.L.I.A.)
Asunción, 24 jul (PL) La presidenta argentina, Cristina Fernández, llamó hoy a neutralizar maniobras en curso para tratar de legalizar el golpe de Estado que instauró en Honduras un régimen de facto.


No podemos tolerar que un gobierno de facto destituya a uno democrático y luego se comprometa a realizar elecciones, encontrando aceptación, advirtió en esta capital al intervenir en la 37 Cumbre Presidencial del Mercado Común del Sur (MERCOSUR).

De acuerdo con Fernández, ese parece ser el camino tomado por los acontecimientos en la nación centroamericana, donde el 28 de junio último militares secuestraron y expulsaron al mandatario constitucional, Manuel Zelaya.

Debemos condenar el intento de legitimar tal situación, afirmó la presidenta de Argentina, para quien otra postura sería firmar el acta de defunción de entidades como la Organización de Estados Americanos y el MERCOSUR.

Según la gobernante, el rechazo debe ser contundente, aunque evitando posiciones incendiarias.

Urge la condena sin discursos inflamados y altisonantes, pero sí con decisión, apuntó.

Fernández recordó que no existen dictaduras benévolas, lo cual ilustró con el hallazgo de la víspera, en Paraguay, de restos óseos presuntamente vinculados con la represión de esos sistemas.

El régimen de facto instaurado en Honduras, encabezado por Roberto Micheletti, descarta obedecer el mandato de la comunidad internacional de abandonar el poder y restituir a Zelaya, postura considerada por los antigolpistas como una maniobra dilatoria.

Jefes de Estado de latinoamérica, entre ellos el venezolano Hugo Chávez, y el nicaragüense Daniel Otorga, acusan a la ultraderecha estadounidense de respaldar y asesorar a los golpistas en su intento de permanecer gobernando al convulso país centroamericano."

Alertan en Honduras de complicidad de Estados Unidos con golpistas.


Noticias de Prensa Latina
Por Raimundo Lopez, enviado especial


Tegucigalpa, 24 jul (PL) Dirigentes del Frente Nacional contra el Golpe de Estado de Honduras advirtieron hoy de la complicidad de Estados Unidos con la asonada militar que el 28 de junio pasado derrocó al presidente Manuel Zelaya.

Si los golpistas se mantienen todavía, es porque alguna ayuda y respaldo les están dando los Estados Unidos, afirmó a Prensa Latina Juan Barahona, uno de los principales líderes de la dirección colegiada del Frente.

Explicó que eso es lo que oxigena al gobierno de facto, aislado y condenado casi unánimemente por la comunidad internacional y repudiado en una resistencia pacífica masiva en las calles que este viernes alcanzó su vigésima séptima jornada.

Barahona apunto que Estados Unidos tiene dos posiciones, una pública de condena a la asonada castrense, 'y otra, dando, muy discretamente, ayuda a los golpistas'.

A casi un mes de la ruptura por los militares del estado de derecho en Honduras, el gobierno norteamericano aún no ha calificado el derrocamiento del presidente constitucional, Manuel Zelaya, como golpe de estado, como ha hecho el resto del mundo.

Según fuentes estadounidenses citadas por la prensa aquí, ese paso obligaría a sanciones y suspender la ayuda humanitaria al país, paso que -alegan- la administración de Barack Obama quiere evitar.

El veterano dirigente sindical y candidato presidencial independiente Carlos Humberto Reyes sostuvo que sectores de la ultraderecha norteamericana, incluso dentro del gobierno, son cómplices de la asonada.

Nadie desconoce que detrás de este golpe está claramente buena parte del imperio de Estados Unidos y por ello los golpistas se siguen sintiendo fuertes, dijo a Prensa Latina.

Barahona señaló que la mediación en la crisis del presidente de Costa Rica, Oscar Arias, a solicitud de Estados Unidos, es una maniobra dilatoria para permitirle al gobierno de facto ganar tiempo.

Esas gestiones fracasaron por la negativa de los golpistas a aceptar el regreso condicionado de Zelaya a la presidencia.

Entre los puntos propuestos por Arias se encuentran otorgar una amnistía a los golpistas y la renuncia de Zelaya a sus planes de alcanzar en Honduras una democracia participativa mediante una asamblea constituyente.

El diario La Tribuna, firmemente comprometido con la asonada, reveló el martes último que el embajador norteamericano en Tegucigalpa, Hugo Llorens, adelantó a políticos y empresarios golpistas la propuesta de Arias, 24 horas antes del reinicio de las pláticas del sábado pasado."

Domingo 26 de Julio, 10:30 hs. en Plaza Once: Cabildo Abierto de la Militancia Nacional, Popular y Revolucionaria


Luis D'Elía
"Organizaciones sociales kirchneristas, con Luis D'Elía a la cabeza, convocaron a un 'Cabildo abierto de la militancia nacional, popular y revolucionaria'. La invitación es para el próximo domingo, a las 10.30, en Plaza Once.


Según explicó D'Elía en declaraciones radiales, se proponen 'discutir la Argentina que tenemos, la Argentina que queremos, para reorganizarnos, para darnos fuerza y para seguir adelante en esta pelea dura contra estos que quieren una Argentina para poquitos'.

'Esto es una convocatoria a la militancia de todos los sectores, a la militancia nacional, popular, revolucionaria, que ha acompañado fuertemente a los Kirchner en el cambio, que hoy necesita hablar, necesita reorganizarse, necesita ser escuchada, necesita replantear caminos, necesita encontrar ámbitos de organización', señaló el titular de la Federación Tierra y Vivienda (FTV).

D'Elía aclaró que 'no es una invitación a organizaciones o agrupaciones, que si quieren pueden venir; sobre todo -explicó- es una invitación al corazón de cada militante, de cada ciudadano argentino que siente que tiene que aportar lo suyo desde algún lugar para consolidar los cambios'.

Por último, recordó que el domingo 26 es 'una fecha muy cara para todos nosotros, cuando esa noche, Eva Perón partía a la eternidad, partía a la memoria, partía a ser nuestra estrella para siempre, la estrella del Pueblo Argentino, esa estrella que alumbra, que da fuerza, que orienta sobre todo en momentos difíciles'.

********************************

Extractos de un dialogo entre Leo Cofre y Luis D’Elia, en Siete Punto Cero, con respecto a la convocatoria al Cabildo Abierto de la Militancia Nacional, Popular y Revolucionaria, a realizarse este Domingo, 26 de Julio a las 10:30 hs. en Plaza Once.

Leo Cofre: Nos pregunta aquí Eliana de Caballito ¿Para cuando era la convocatoria?

Luis D’Elia : El 26 de Julio, domingo, 10:30 hs., en Plaza Miserere, Cabildo Abierto de la Militancia Nacional, Popular y Revolucionaria para discutir la Argentina que tenemos, la Argentina que queremos, para reorganizarnos, para darnos fuerza y para seguir adelante, en esta pelea dura contra estos que quieren una Argentina para poquitos, y hago una diferenciación esto no tiene que ver con la Asamblea de Oyentes, la Asamblea de Oyentes va a seguir siendo el 17 de Agosto, en Pueyrredón 19.

Esto es una convocatoria a la militancia de todos los sectores, a la militancia nacional, popular, revolucionaria que ha acompañada fuertemente a los Kirchner en el cambio, que hoy necesita hablar, necesita reorganizarse, necesita ser escuchada, necesita replantear caminos, necesita encontrar ámbitos de organización.

Leo Cofre: Y el 26 de Julio, entonces 10 y media de la mañana en Plaza Miserere, en una fecha especial.

Luis D’Elia : En una fecha muy cara para todos nosotros, cuando esa noche Eva Perón partía a la eternidad, partía a la memoria, partía a ser nuestra estrella para siempre, la estrella del Pueblo Argentino, esa estrella que alumbra que da fuerza, que orienta sobre todo en momentos difíciles.

Leo Cofre: No esta mal entonces mirar para arriba ese domingo y estar preparados justamente desde las primeras luces del día para estar allí a las 10 y media, convocados todos, bajo no una idea, bajo muchas ideas, pero que tienen un solo destino, destino común, sino no hay posibilidad de destino alguno.

Luis D’Elia : Así es. Así que no es una invitación a organizaciones o agrupaciones, que si quieren pueden venir, sobre todo es una invitación al corazón de cada militante, de cada ciudadano argentino que siente que tiene que aportar lo suyo desde algún lugar para consolidar los cambios."

domingo 19 de julio de 2009

30 años de la Revolución Popular Sandinista

KAOSENLARED.NET - "Nicaragua ,19 de julio - 30 años después" Javier Arjona * El 19 de julio de 1979 triunfó la revolución popular sandinista que acabó con la larguísima dictadura de los Somoza y dió paso a transformaciones de calado en la vida de los nicaragüenses, con una campaña de alfabetización memorable, algunas entregas de tierras a cooperativas de campesinos, y el trasvase de una parte de la inmensa riqueza de la familia Somoza al naciente estado nacional. La sandinista, que fue considerada una revolución de las 'buenas' por la presencia de mucha fuerza cristiana, con tres ministros sacerdotes, por la ausencia de pena de muerte, por el gran poyo popular interno, y por la noalineación en los bloques de la época, pasó rápidamente a ser atacada por los Estados Unidos, y 'desatendida' por Europa con la honrosa excepción de Suecia, gestándose una tremenda guerra de agresión que afectó no sólo a las vidas de miles de nicas y a la escasa infraestructura del país, sino al conjunto de las naciones centroamericanas, en especial Honduras y Costa Rica, usadas como portaaviones por las fuerzas mercenarias financiadas por USA. Frente a ello, el movimiento sandinista logró articular una movilización popular entregando armas a todo el pueblo, y derrotar militarmente a 'la contra' en todos y cada uno de los combates, quedando en ridículo Estados Unidos por no poder conseguir ni una sóla 'cabeza de playa' en la que instaurar un gobierno adverso, y siendo condenado en los tribunales internacionales por el minado y destrucción de los puertos, especialmente el de Corinto. Sin embargo la victoria militar sandinista sólo se tradujo en una victoria electoral, en 1984, y en una derrota en 1990 cuando todas las fuerzas dispersas de la derecha se juntaron en la UNO y contra todo pronóstico sacaron más votos que los sandinistas, que se retiraron en un gesto sin precedentes en otras experiencias revolucionarias, a transcurridos tan pocos años de la insurgencia. Lo que vino después, en los tres gobiernos posteriores de Chamorro, Alemán y Bolaños, ha sido el desmantelamiento de todos los logros populares, la venta de las escasas infraestructuras públicas, y la devolución de algunas tierras (allí donde no hubo suficiente resistencia organizada) a los ricachones liberales, y un estado de corrupción visualizado en el aumento de la riqueza personal de Alemán en siete veces tras el huracán Mich gracias a la apropiación de las ayudas humanitarias venidas de fuera...dando por resultado un aumento espectacular de la pobreza, la imposibilidad de la mayoría de la población a acceder a un mínimo de salud o educación, un crecimiento de la desigualdad hasta extremos intolerables, y el descenso en picado del país para ocupar los últimos puestos en desarrollo humano... Hace poco tiempo recordaba en Asturias el insigne poeta y ministro de cultura sandinista Ernesto Cardenal los logros y los pecados de la revolución nicaragüense, señalando sin pelos en la lengua también los graves defectos de algunos dirigentes, que sin duda han tenido decisiva influencia en los acontecimientos, y en la imposibilidad de recuperar el poder por las urnas, hasta el cuarto intento, a pesar de seguir siendo el sandinista el principal partido de Nicaragua. Y fueron centenares las personas que desde Asturias viajaron, laboraron, participaron en brigadas en aquella época fértil y creativa de la década sandinista, que iluminó las esperanzas en todo el continente americano, pero que no pudo preservarse, por diferentes circunstancias, de entre las cuales la de mayor peso es sin duda ninguna la feroz arremedida militar y el bloqueo económico del gobierno Reagan, el mayor asesino de nicaragüenses de una historia plagada de intervenciones armadas norteamericanas. Cuando de junio a diciembre del año pasado se celebraron en Asturias numerosas actividades de recuerdo y reivindicación de la figura del cura de la cuenca minera, Gaspar García Laviana, muerto en combate contra la dictadyra somocista, se pudo también reflexionar, desde distintas ópticas, sobre ese periodo histórico, sobre el actual gobierno de coalición (entre sandinistas, representados por Ortega en la presidencia, y antiguos 'contras', representados por el vicepresidente del país), y sobre lo que queda de la Revolución en los tiempos presentes. Ninguna de esas reflexiones admite simplificaciones, mucho más si se tiene en cuenta en qué posición discrepante o contradictoria se situan hoy dia los protagonistas de la gesta heroica de la Revolución: la mayoría de los intelectuales y artistas, en el campo de la renovación sandinista o en posiciones de distanciamiento ético. Pero que habían jugado un papel central y certero antes y después de la Revolución, en un país de tan fecunda imaginación y proliferación de poetas, muchos de los cuales escribieron sus mejores obras con la ofrenda de sus Vidas combatiendo al somocismo. Los comandantes, de los que casi ninguno pervive apoyando al actual gobierno, sólo uno de la dirección nacional (unión de las tres tendencias del sandinismo, a la muerte de su lider máximo Carlos Fonseca) ostenta la presidencia, a otro, el más histórico de los vivos, se le alejó a una embajada a Perú, y otro preside la Asamblea Nacional, pero el resto disprepan y militan en partidos distintos, como el movimiento al rescate del sandinismo.. Y sin embargo el dia de hoy La Plaza volverá a llenarse, como todos los años, de cientos de miles de personas, en una movilización que ninguna fuerza consigue en Nicaragua, y en una proporción sobre el número de habitantes nicaragüenses que posiblemente solo igualan en la Habana los primeros de Mayo.. Y el gobierno de alianza y reconciliación, ambiguo en sus cometidos, señalado como amigo de los discolos del continente, integrante del ALBA. acogedor de líderes indígenas amazónicos perseguidos en Perú, o de activistas bombardeadas en Ecuador por el ejercito colombiano, practica una politica contradictoria, donde a las grandes familias adineradas, como los Pellas, les va más que bien, les va mejor que nunca, las relaciones con Taiwan suponen una contradicción aparente con el resto de relaciones estratégicas, y la negociación con el FMI o el sometimiento a las presiones descaradas del gobierno español para 'proteger' los intereses de Unión Fenosa, contrastan con un lenguaje 'integracionista' y con algunas medidas sociales tal vez demasiado paternalistas sustentadas precisanete en los apoyos indudables que provienen de los recursos energéticos proporcionados por sus aliados venezolanos o de los médicos y alfabetizadores provenientes de una Isla caribeña. *Javier Arjona es internacionalista, y durante tres años y medio profesor en un instituto agropecuario creado por la revolución sandinista en Jalapa, en la frontera con Honduras en la época de la agresión militar."

Convertir la derrota en aprendizaje

CARPANI
envío de Clan recuPeron

Por Marcelo Koenig *

“No hay cosa más sin apuro
Que un Pueblo haciendo la historia
No lo seduce la gloria
Ni se imagina el futuro
Marcha con paso seguro
Calculando cada paso
Y lo que parece atraso
Suele transformarse pronto
En cosas que para el tonto
Son causa de su fracaso.”
Alfredo Zitarrosa

Ilustración: Ricardo Carpani

La autocrítica es un uso poco frecuente de nuestra fauna política. Mucho más fácil es endilgarle al Pueblo las causas del propio fracaso. Esa actitud tiene tanto de canalla como de necio tiene el hecho de negar las causas que llevaron hasta ese punto.
Sólo reflexionar críticamente sobre la derrota la convierte en aprendizaje.
Primero hay que dimensionarla. Fue táctica. Importante sí, pero táctica.
“La plata no cambia a las personas, las descubre.” Así nos enseñaba, entre mate y mate, un viejo compañero. Con la derrota pasa algo similar. Por ahí se los ve a muchos extendiendo la apresurada partida de defunción a Kirchner. El aparato burocrático de la derecha pejotista que toleraba con incomodidad al kirchnerismo lo empezó a abandonar la misma noche del 28 de junio.
Aquellos que creen que el peronismo es siempre apostar a ganar, desconocen su historia. La particularidad del peronismo revolucionario fue siempre aprender a sacar fuerzas de las derrotas, justo en el momento en que los hijos y entendidos del poder fueron abandonando el barco o quisieron llevar al peronismo hacia las aguas calmas de la claudicación.
No es fácil elucidar las causas de una derrota electoral. Descartemos algunas hipótesis erróneas.
Los moderados y conservadores de toda laya encuentran las causas principales en los conflictos generados. No se puede –decía el General– hacer tortilla sin romper huevos. ¡Cómo si la política no fuera disputa de intereses! O acaso pensamos que se puede construir una Patria Justa y Libre, mientras aplauden los dueños de los privilegios. Claro, si no se tocan los intereses de los grupos económicos concentrados no hay conflictos ni polarización. Tampoco hay un gobierno popular, pues lo que caracteriza a un gobierno de tal es –precisamente– el avance sobre estos intereses en función de beneficiar a los más humildes.
Tampoco fue determinante la traición de unos cuantos intendentes del conurbano. Nadie puede negar que hubieron defecciones. Pero, no es menos cierto que pensar la estructura del pejotismo bonaerense como una máquina invencible de decidir adónde van los votos, es sobredimensionarlo. El aparato del PJ es como la leyenda del sastre que engañaba al rey desnudo. Hace falta que alguien se anime a decirle al rey que está desnudo.
Es cierto también que la clase media dio la espalda al proyecto kirchnerista. Esa que como dice el poema de Benedetti “clase media/medio rica/medio culta/...Si escucha a un Hitler/medio le gusta/y si habla un Che/medio también...” ¿Qué ocurrió que esta vez fue seducida por las palabras del derechista millonario tatuado?
Aunque la defección de la clase media no lo explica todo. Tampoco existió un apoyo total e indivisible de los sectores populares como en otras elecciones. Pues en los sectores del segundo cordón del conurbano donde antes el kirchnerismo (en el 2005) había sacado 20 puntos de diferencia apenas arañó los 8.
Entonces... ¿dónde están las verdaderas causas?
Centralmente encontramos dos causas que están muy relacionadas entre sí.
La primera es que está derrota se fue gestando a partir de la decisión de no construir una fuerza propia y comprar llave en mano (debiéramos decir alquilar) estructuras políticas.
No se puede dar una batalla clave –presentada incluso como una confrontación entre dos modelos de país– sin organizar una fuerza política con identidad, objetivos y lógica propia a una porción considerable de nuestro Pueblo.
La otra causa nodal la encontramos en la despolitización reinante.
Si un proyecto nacional y popular no es capaz de generar una política de la que se apropien las mayorías no tiene destino alguno.
La politización es condición necesaria para un proceso de transformación. Los grupos económicos, sobre todo los mediáticos, tienen bien en claro que su nivel de influencia está en la medida en que la sociedad se encuentre más despolitizada. Por eso demonizan constantemente a la política, en cualquiera de sus formas.
Si la política no vuelve a enamorar, no sólo se pierde la clase media –que tiene una natural tendencia a mirarse en el espejo de los ricos–, sino también de los sectores populares, que terminan votando por simpatías inmediatistas. Por eso fue que una considerable cantidad de los votos se canalizaron hacia lo peor de la derecha reaccionaria, vacía de contenido y despolitizada en las formas, pero eso sí, muy sonriente.
En síntesis: yendo a la elección con una sociedad despolitizada y sin construcción organizada de fuerza propia, se fue a jugar el partido en la cancha del enemigo. Es claro, en el terreno del marketing y la publicidad gana el que más plata pone y el que tiene una campaña publicitaria con más impacto. Todo esto agravado por el hecho de que los massmedia no son neutros. Se trata de grupos económicos que juegan sus propios intereses en la partida. No hacía falta ser un fino analista político para ver cómo jugó de fuerte la concentración oligopólico mediática en esta batalla.
No existen vacíos explicativos. Cuando no existe una fuerza política que se convierta en polea de transmisión entre los que conducen y las masas, a la realidad siempre la explican los medios masivos de comunicación en función de sus propios intereses.
Esta derrota ha tenido un alto impacto anímico en muchos militantes, sobre todo en aquellos que creían que el kirchnerismo era infalible, invencible y arrollador. Pero también existe una militancia que, sin oportunismos ni apresuramientos, se reconstruye a sí misma en función de los objetivos estratégicos que persigue, y está en condiciones de sacar enseñanzas de este duro momento.
Kirchner tiene otra oportunidad histórica. Sólo él sabe si habrá de aprovecharla o no.
Sin genuflexión ni alcahuetería, con la mirada crítica y la voluntad templada en la pelea, arraigada en la historia del peronismo revolucionario, los niveles incipientes de organización popular pueden encontrar en el propio Kirchner –si este toma la decisión de ponerse al frente– un camino para la construcción de la fuerza política necesaria.
Es probable que la burocracia política de la derecha del pejotismo se aleje en busca del candidato que les garantice la continuidad de su propio empleo (porque han transformado a la política de una vocación en una forma de manutención individual). A ésta no le importa que sus maniobras tácticas sean la fuente de la recomposición del bloque de poder hegemónico.
Sin embargo, está por verse qué actitud tomarán en la encrucijada muchos sectores del propio PJ –tanto en Buenos Aires como en el interior– y más aún es determinante cuál ha de ser la decisión de un movimiento obrero, que se ha revitalizado en esta última etapa a partir de la recuperación de herramientas tales como la Convención Colectiva.
El proyecto emancipatorio no tiene destino si no es a partir de la construcción de una gran fuerza política verdaderamente nacional, popular y revolucionaria, que le de su real valor a la militancia, que tenga su anclaje en los trabajadores, que reconquiste la iniciativa, que sea el puntal de la continuidad del proyecto latinoamericanista, que no permita el retroceso en la cuestión de derechos humanos, que le defienda el rol del Estado en la economía, que permita avanzar en la distribución de la riqueza hasta alcanzar la justicia social.

* Director de la Casa Cultural del Peronismo Revolucionario.

viernes 17 de julio de 2009

Una cumbre bolivariana


Página/12 - Por Sebastián Ochoa Desde Santa Cruz

Los 200 años de la revolución paceña de 1809 fueron la excusa para que varios presidentes de América latina se juntaran en La Paz, una de las dos capitales de Bolivia. El paraguayo Fernando Lugo, el ecuatoriano Rafael Correa y el venezolano Hugo Chávez –show aparte– acompañaron al presidente Evo Morales en varios actos del día. Los mandatarios hablaron de Honduras, de la participación de Estados Unidos en ese golpe de Estado y de la amenaza que implica para otros países de la región impulsores de reformas al sistema neoliberal. Morales exigió la erradicación de las bases militares de EE.UU. en América latina, porque avalarían el surgimiento de gobiernos de facto.

La revolución de 1809 en Sucre y La Paz, actuales capitales bolivianas, fue rápidamente anulada por el virrey Baltasar de Cisneros. Sus cabecillas fueron ejecutados, como Pedro Murillo, o encarcelados en las islas Malvinas y Filipinas. Pero de esta rebelión se hicieron eco varias ciudades americanas, que en los años siguientes trataron de independizarse de los reyes de España, aprovechando su guerra con Francia. En muchos países, las revoluciones se hicieron para caer en otras dependencias. Por ello el presidente ecuatoriano se refería ayer a una “segunda independencia”, esta vez de Estados Unidos.

Los presidentes pidieron acciones al gobierno de Barack Obama para demostrar que su país no apoya al presidente de facto Roberto Micheletti. “El presidente Obama está entre la espada y la pared. Creo que a Obama no le informaron que este golpe lo dio el Departamento de Estado, no tenga usted la menor duda (dijo a un periodista), que nadie tenga aquí la menor duda”, consideró Chávez.

“Los militares de Honduras no hubieran dado un paso sin la aprobación de los militares de la base de los EE.UU. que está en Honduras y sin la aprobación del Departamento de Estado”, dijo. La base norteamericana está en Palmerola, a 97 kilómetros de Tegucigalpa, la capital. La puso en funcionamiento Ronald Reagan en 1981 y habría funcionado como base de los contras al gobierno sandinista de Nicaragua.

Del encuentro participó la canciller de Honduras, Patricia Rodas. “Hemos pedido al gobierno de EE.UU. que suspenda radicalmente, sin procesos graduales, la ayuda militar, los desembolsos y las ayudas económicas. Y que se tomen inmediatamente medidas directas en contra de los golpistas, porque son criminales que no tienen derecho ni a la libre circulación ni a seguir expatriando capital que pertenece a nuestros pueblos”, sostuvo.

Los presidentes confían en que Zelaya volverá al poder. Según Chávez, “Goriletti (por Micheletti) no tiene otro camino que el basural de la historia, al basurero, para allá va Goriletti y todos los gorilas que han tratado de retraernos a los siglos pasados.”

Por la mañana, los presidentes tuvieron un desayuno de trabajo donde debatieron mayormente sobre el golpe en Honduras. Luego presenciaron la “Parada Militar Bolivariana”, de la que participaron uniformados de Perú, Argentina, Venezuela, Paraguay, Ecuador, Bolivia e indígenas de este país.

“No es posible que en este milenio haya grupos militares que dependan del Comando Sur de Estados Unidos. Esta dependencia de las fuerzas armadas de América latina tiene que terminar. Hemos estado hablando con los compañeros presidentes”, dijo Morales.

Advirtió que “algunos jerarcas de la Iglesia Católica son el mejor instrumento del Imperio para que los pueblos no se liberen. Cuando no pueden dominarnos con la oración, vienen con el fusil, con dictaduras”, sostuvo el boliviano, que entregó a los invitados la condecoración Tupak Katari, por su trabajo a favor de los pueblos de la región. El aymara Katari fue ejecutado en 1781 por la corona española, luego de que dirigiera dos cercos de indígenas a la ciudad de La Paz.

En su discurso, el presidente recordó la cifra de golpes de Estado realizados en América latina. “Bolivia, 56; Guatemala, 36; Perú, 31, Panamá, 24; Ecuador, 23; Haití, 16; Santo Domingo, 16; y en Cuba, antes de la revolución de Fidel Castro, nueve asonadas. En Brasil fueron 10 golpes de Estado o dictaduras; en Chile, nueve; en Argentina, ocho; en Venezuela, 12, la última en 2002 contra Chávez; en Colombia, ocho; y en Uruguay, cinco.”

Morales indicó que “América es para los pueblos liberados de Abya Yala (América latina) y no para los americanos”, dijo por EE.UU. Más tarde, los presidentes tuvieron un “almuerzo de camaradería” en el hotel Radisson. Por la noche estuvieron en el estadio Hernando Siles, donde varios músicos locales dieron conciertos."